Autocustódia
Guardar você mesmo as chaves do seu bitcoin ou dos seus dólares digitais, em vez de deixá-las com uma empresa que as guarda por você.
Um saldo de bitcoin ou de dólares digitais não fica guardado num app. Ele está numa rede pública e só se move quando alguém assina com a chave privada certa. Autocustódia quer dizer que esse alguém é você.
Numa exchange, a empresa guarda as chaves e mantém um registro do que deve a você. Isso funciona até ela não poder ou não querer pagar: quando congela os saques, vai à falência ou fecha a sua conta. Na autocustódia não há ninguém no meio, então não há ninguém que possa fazer isso.
Também quer dizer que não há para quem ligar. Se você perder a chave e todas as cópias dela, as moedas ficam onde estão e ninguém consegue movê-las de novo. Se outra pessoa conseguir uma cópia, ela pode movê-las com a mesma facilidade que você.
A autocustódia não protege um token do próprio emissor. Quem emite um dólar digital normalmente pode congelá-lo em qualquer carteira, não importa quem tenha as chaves: os termos da Tether permitem isso para o USDT, e os da Circle, para o USDC. O bitcoin não tem emissor.
Na prática, a autocustódia se resume a duas perguntas: onde as chaves ficam (num celular, num dispositivo de hardware, divididas entre vários lugares) e como você as recupera se perder o dispositivo (uma frase-semente, um backup na sua conta de nuvem ou as outras chaves de uma carteira multiassinatura).
Fontes
Verificadas em 5 de novembro de 2026.