Glossário

Passkey (chave de acesso)

Um par de chaves que seu dispositivo cria para um site ou app, usado para entrar sem senha. O site guarda a chave pública; a privada fica com você, em geral sincronizada pela sua conta da Apple ou do Google.

Quando você cria uma passkey, seu celular ou computador gera uma chave privada e uma chave pública só para aquele site ou app. O site guarda a chave pública, que não é segredo. A chave privada fica nos seus dispositivos, e você aprova cada uso com o rosto, a impressão digital ou o PIN do dispositivo. Uma passkey só funciona com o site para o qual foi criada, então uma página falsa não consegue pedi-la, e um site que vaza seus registros não vaza nada que permita a um atacante entrar.

As Chaves do iCloud, da Apple, e o Gerenciador de Senhas do Google copiam as passkeys entre os dispositivos conectados à sua conta, com criptografia de ponta a ponta, de modo que nenhuma das duas empresas consegue lê-las. Isso faz da conta, e do que ela exige antes de confiar num dispositivo novo, o lugar onde suas passkeys realmente ficam.

Numa carteira

Algumas carteiras usam uma passkey no lugar de uma frase-semente: para trancar a chave da carteira ou, em redes como o Ethereum, para assinar por uma carteira de contrato inteligente. Não há palavras para perder, mas quem controla a conta controla a carteira. E as passkeys não passam para os herdeiros: o Contato de Legado da Apple não tem acesso a elas, e o Google diz que não pode fornecer dados de login da conta de uma pessoa falecida. O guia sobre carteiras sem frase-semente analisa os prós e os contras.

De onde elas vieram

As passkeys se baseiam em padrões da FIDO Alliance e do W3C. A Apple, o Google e a Microsoft se comprometeram a dar suporte a elas em maio de 2022, e em abril de 2025 mais de 15 bilhões de contas online podiam usar uma, segundo a FIDO Alliance.

Fontes