Glossário

Camada 2 (layer 2)

Uma blockchain que funciona sobre outra, em geral o Ethereum: ela processa as transações por conta própria e as registra no Ethereum em lotes, o que barateia as transferências, e se apoia no Ethereum para a sua segurança. A Base e a Arbitrum são redes de camada 2.

Uma camada 2 agrupa centenas de transações e as registra no Ethereum como uma só, o que divide o custo entre elas. As redes que funcionam assim costumam ser chamadas de rollups, e há dois tipos: os optimistic rollups presumem que uma transação é válida até que alguém prove o contrário, e os zero-knowledge rollups publicam uma prova de que ela é. O ethereum.org lista a Base e a Arbitrum One entre as camadas 2 que acompanha.

Para quem tem dólares digitais numa camada 2, isso tem três consequências:

  • O endereço é o mesmo. A Base e a Arbitrum usam o formato de endereço do Ethereum, então uma carteira comum tem nelas o mesmo endereço que no Ethereum.
  • As taxas são pagas em ETH. As duas cobram suas taxas de rede em ETH, não no token que você envia, então mover dólares digitais nelas exige um pouco de ETH na mesma rede.
  • Uma transferência só fica definitiva no tempo do Ethereum. A Circle, que emite o USDC, só considera definitiva uma transferência nelas quando os próprios blocos do Ethereum a confirmam, de 15 a 19 minutos depois.

Uma camada 2 também depende do seu sequenciador, a parte que recebe as transações e as coloca em ordem, e quando ele falha, a rede pode parar. Em junho de 2026, segundo o The Block, um bloco inválido travou o sequenciador da Base e parou a rede por cerca de duas horas, interrompendo saques, e ela parou de novo no dia seguinte. A Base disse que nenhum fundo de usuário correu risco: o que uma parada custa é tempo.

E vale o alerta do próprio ethereum.org: nenhuma camada 2 foi tão testada quanto o Ethereum.

O guia sobre enviar e receber dólares digitais trata das transferências em camadas 2, e o verbete token de ponte, das cópias de dólares digitais que algumas delas têm.

Fontes